Naturologia Clínica

  1. Definindo Naturologia Clínica.

O Governo Federal, baixou através do Ministério da Saúde a Portaria nº 849 de 27 de Março de 2017 (D.O.U. 28/03/2017) que dispõe sobre a seguinte situação:

“Inclui a Arteterapia, Ayurveda, Biodança, Dança Circular, Meditação, Musicoterapia, Naturopatia, Osteopatia, Quiropraxia, Reflexoterapia, Reiki, Shantala, Terapia Comunitária Integrativa e Yoga à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares.”

Nesta lista de Terapias anunciadas como “inclusas no SUS”, a Naturopatia passou a ser respeitada, porque antes era tratada com muito preconceito por diversos setores da Gestão da Saúde Pública Nacional.

Agora, porém, diz a Portaria Ministerial:

“NATUROPATIA

É entendida como abordagem de cuidado que, por meio de métodos e recursos naturais, apoia e estimula a capacidade intrínseca do corpo para curar-se. Tem sua origem fundamentada nos saberes de cuidado em saúde de diversas culturas, particularmente aquelas que consideram o vitalismo, que consiste na existência de um princípio vital presente em cada indivíduo, que influencia seu equilíbrio orgânico, emocional e mental, em sua cosmovisão.

A Naturopatia utiliza diversos recursos terapêuticos como: plantas medicinais, águas minerais e termais, aromaterapia, trofologia, massagens, recursos expressivos, terapias corpo-mente e mudanças de hábitos.

Cada indivíduo recebe um tratamento individualizado, planejado para suas especificidades, seguindo seis princípios fundamentais: não fazer mal – por meio do uso de métodos que minimizam o risco de efeitos colaterais; identificar e tratar as causas fundamentais da doença – identificando e removendo as causas subjacentes das doenças ao invés de suprimir os sintomas; ensinar os princípios de uma vida saudável e uma prática promocionista – compartilhando conhecimentos com os indivíduos e os encorajando a ter responsabilidade sob sua própria saúde; tratar o indivíduo como um todo por meio de um tratamento individualizado – compreendendo fatores físicos, mentais, emocionais, espirituais, genéticos, espirituais, ambientais e sociais únicos que contribuem para a doença e, personalizando os protocolos de tratamento para o indivíduo; dar ênfase à prevenção de agravos e doenças e à promoção da saúde – avaliando os fatores de risco e vulnerabilidades e recomendando intervenções apropriadas para manter e expandir a saúde e prevenir a doença e, dar suporte ao poder de cura do organismo – reconhecendo e removendo os obstáculos que interferem no processo de autocura do corpo.”

Notamos que foi devidamente consagrada a plataforma da verdadeira Medicina Natural – como é conhecida a metodologia:

  1. Homeostasia: “apoia e estimula a capacidade intrínseca do corpo para curar-se”;
  2. Energia Vital Natural – considera de modo correto que a verdadeira medicina naturista se baseia na convicção científica de que tudo depende do “vitalismo, que consiste na existência de um princípio vital presente em cada indivíduo, que influencia seu equilíbrio orgânico, emocional e mental, em sua cosmovisão”;
  3. Recursos Naturais – corretamente exaltou o fato de que o uso de forças da Natureza são a base da metodologia e que tudo se fundamenta nas “terapias corpo-mente e mudanças de hábitos”, naturalmente do intoxicativo para o equilíbrio homeostático;
  4. Protocolos – identificou de modo preciso que a verdadeira terapia naturista se forma a partir da convicção de que “cada indivíduo recebe um tratamento individualizado, planejado para as suas especificidade, seguindo seis princípios fundamentais: (1) não fazer mal, (2) identificar e tratar as causas fundamentais da doença. (3) ensino e promoção dos princípios de uma vida saudável encorajando a responsabilidade pessoal sobre sua própria vida, (4)visão holística muito ampla, (5) avaliação de todos os fatores de risco e vulnerabilidade e recomendando as intervenções apropriadas – sempre com foco na autocura natural humana.

Tudo isto está claríssimo na Portaria do Ministério da Saúde!

Ocorre que esta metodologia deve ser sempre entendida como um legado histórico de um certo grupo de pesquisadores e mestres históricos que deixaram uma firme linha teórica de promoção e aprofundamento desta metodologia.

Em nosso caso, somos uma Associação que defende “uma Escola” de Naturopatia que possui como distintivo a denominação de Naturologia Clínica!

A seguir respondemos às principais perguntas que surgem naqueles que nos encontram pela primeira vez, sobretudo, nestes tempos de divulgação de nossa existência na Sociedade Brasileira como profissionais que são reconhecidos, respeitados e estimulados pelo Ministério da Saúde.

(a) O Que é Naturologia Clínica?

É o estudo da Natureza para aplicação terapêutica. Popularmente é chamada de Medicina Natural Tradicional, mas, dentro da legislação brasileira (Portaria 971 de 03/05/2006 do MS) é apropriado usarmos Terapia Naturista. A Portaria nº 849/2017 do MS nos reconhece definitivamente como Naturopatia Científica. Mas também estamos já reconhecidos desde muito tempo (2002) pela Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho – CBO nº 3221/25.

(b) Qual a diferença entre Naturologia e a Medicina de nossos Hospitais?

Prioritariamente somos a Escola das Terapias da Natureza, isto é, que não usamos drogas, nem cirurgias, nem procedimentos invasivos; o que não significa que as outras Escolas não tenham importância, mas assim como existe a Escola Chinesa, Ayurvédica, Antroposófica e Homeopática, tanto quanto a Alopática, nós somos outra Escola a serviço da população. Talvez o nosso melhor slogan seja: “saúde não se adquire, se cultiva!”.

(c) Quais são as Terapias da Natureza?

As verdadeiras Terapias Naturais são aquelas que estão à disposição da vida humana em qualquer lugar e em qualquer época. São fundamentadas em doze poderes naturais, que são: ar, água, terra, luz, ervas-plantas, alimento natural, repouso, exercício, toque, artes diversas, diálogo e família. Temos uma relação muito forte com a ecologia e com os movimentos sociais de preservação ambiental. Atualmente, o que não está relacionado com estes poderes naturais não é de nossa alçada técnica. Mas, não podemos deixar de salientar de modo criterioso que na abordagem holística ampla que estas forças da Natureza nos impõem, temos como fundamento essencial a posição Criacionista, a submissão ao entendimento de que há Leis Naturais que regem a vida humana e a vida e que, neste interesse objetivo, somos Santuários Espirituais onde Deus deseja habitar. Compete a cada indivíduo buscar a maturidade nesta direção e harmonizar-se consigo mesmo, com a família, com a Natureza, com a sociedade e sobretudo, com Deus – procurando viver com o máximo de qualidade de vida e paz.

(d) Onde Pode Trabalhar Um Terapeuta Naturista?

Em consultório particular como consultor, em clínicas, hotéis, spa’s, em escolas, no Poder Público, em associações, planos de saúde, como coaching de saúde holística, em empresas com palestras sobre qualidade de vida e até em navios de cruzeiros.

(e) Como Ocorre o Tratamento Natural?

A palavra-chave de todo entendimento científico da Naturologia é homeostasia. Todos os Tratados de Fisiologia Humana declaram que ela representa a força natural de autocura e autorregenerarão.  O Tratado de Fisiologia Médica de Arthur Guyton diz que a “doença é homeostasia enfraquecida e que a morte é o fim dela”. Este é um fenômeno rigorosamente natural.

O método naturista consiste em possibilitar a melhoria da condição homeostática através da elevação oxigenativa celular pelo único meio normal estabelecido por Deus para a espécie humana: as forças da Natureza.

Acontece que a homeostasia, para acontecer satisfatoriamente, precisa que nossos emunctórios (pele, rins, intestino e pulmões) estejam funcionando bem. A metodologia entra exatamente aqui. Estimulando por meios naturais a vida natural destes sistemas possibilitamos a natural desintoxicação orgânica e, em decorrência podemos revitalizar e restaurar as energias homeostáticas do ser humano.

(f) Utiliza-se algum Tipo de Medicamento na Naturologia?

Hipócrates disse há muitos séculos “que o nosso remédio é o nosso alimento”. O que entendemos nesta frase é que somos alimentados com ar, água, ervas-plantas, luz, comida natural, pensamentos saudáveis, repouso adequado, boa oxigenação oriunda de atividade física preventiva, contato com o mar, as florestas, enfim, o grande remédio neste caso é o íntimo contato com as forças da Natureza. Basta considerarmos as 12 forças naturais que consistem nas verdadeiras terapias naturais.

(g) Mas, não existe uma ligação da Naturologia com a indústria dos chamados “produtos naturais”?

O Consultor em Terapias Naturais com certeza domina o conhecimento de muitos produtos, mas um tratamento natural não é um comércio de produtos “ditos naturais”, quando muitos deles na verdade nem são naturais. Há muita desinformação neste setor.

É preciso ter muito critério neste assunto. Nossos recursos neste campo são: produtos que não sejam proibidos pela ANVISA, produtos que não sejam sintéticos ou que tenham mistura tóxica e que não sejam da alçada alopática.

Um cuidado meticuloso deve ser dado à todas as iniciativas de pessoas que se desviam da verdadeira Naturologia Clínica, nos termos expostos na Portaria Ministerial nº 849/2017 – não somos vendedores de produtos de qualquer tipo, não somos aliciadores de falsos tratamentos supostamente naturais e muito menos aceitamos passar por charlatães e curandeiros – uma restrito padrão ético deve ser sempre considerado em harmonia com a Portaria citada.

Usualmente recomendamos in natura ou beneficiados: cereais, sementes, ervas, plantas, florais, óleos, suplementos agrícolas e as forças naturais já explicadas. Defendemos a necessidade de critérios muito técnicos neste assunto para não fugirmos de nossa identidade e coerência.

Um Naturologista Clínico deve escolher entre ser um Consultor ou ser um Comerciante, as duas atividades não devem ser unificadas numa carreira eticamente correta.

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Veja também:

(1) Quem Somos – Uma Exposição da Agonab